Comentário da Lição 7 (2o Trim/2017) por Membros da Classe do Moisés Sanches Júnior

11 de agosto de 2017

caminho_para_o_ceu

O CAMINHO PARA A FÉ

A lição desta semana nos provoca a enxergarmos a Lei de Deus como uma estrada que nos conduza a fé. A escolha intencional do título nos provoca a uma percepção da lei que ao mesmo tempo em que nos remete ao propósito da Lei – O pleno conhecimento do pecado e condição humana – também nos direciona a solução desta condição – os méritos de Cristo providos através da cruz de forma graciosa e que podem ser recebidos pelo pecador por meio da fé.

Tínhamos 3 objetivos para esta semana:

1. Saber: Como a lei nos protege e conduz para Cristo, ainda que ela não nos dê vida.

2. Sentir: Amor pela lei, conforme refletida no sistema sacrifical, sendo o fundamento do reino de Deus.

3. Fazer: Submeter-se à disciplina da lei, à medida que ela nos leva Àquele que escreve Sua lei em nosso coração.

Para sua ajuda, vou tentar responder à estes 3 objetivos com 5 ilustrações:

Imagine que você esteja entrando em um prédio e encontre uma placa fixada em uma porta com a advertência – Não Entre: Ambiente Radioativo com Risco Letal. Quais são suas opções?

I. Primeira opção – Dar meia volta e respeitar a placa – o resultado é você sai vivo e não sofre contaminação e ainda será considerado íntegro e respeitador da regra.

II. Segunda opção – Você entende os riscos mas decide que não liga para as consequências. Além disto você começa a conjecturar que talvez quem tenha posto a placa apenas tenha a intenção de privar você de conhecer o que está dentro da sala trancada. Você então abre a porta e entra na sala. Resultado: você se contamina, fica doente e morre e será culpado por desobediência.

III. Terceira opção – Você pede a alguém que tire a placa. No dia seguinte você volta, e como não tem placa proibindo a entrada, você agora entra. Resultado: você se contamina, fica doente e morre e será culpado por negligência e manipulação da regra.

IV. Quarta opção: Você não sabe ler, e acha que a placa é só um enfeite. Abre a porta e entra. Resultado: você se contamina, adoece e morre, mas será considerado apenas um ignorante (no bom sentido do termo), e, portanto, um triste inocente.

V. Quinta opção – você executou qualquer uma das possibilidades anteriores 2, 3 ou 4, procurou o Legislador e pediu perdão. Resultado: você adoeceu, vai morrer, mas foi perdoado pelo Legislador e decidiu que não quer entrar mais na sala. O problema é que existem outras salas, com outras placas, e eventualmente você desrespeitará outras placas, mas aprendeu o caminho para o Legislador e por conhece-lo sabe que, mesmo que cometa algum erro, poderá procura-lo, e se

estiver genuinamente arrependido, e decidido a não errar, será novamente perdoado, e novamente, e novamente…

Cada uma das situações acima ilustra algum dos comportamentos do mundo cristão para com a Lei de Deus. É bom lembrar que todo exemplo é parcial, e guarda certas brechas. Os exemplos foram dados considerando nossa existência depois do pecado e não num mundo perfeito, à exceção da opção 1, que continha a opção de não errar.

· No primeiro caso estão enquadrados os que entendem o papel da lei e respeitam suas orientações por conhecerem o Legislador e acreditarem em seu amor. Reconhecem sua incapacidade e aceitam a guia dAquele que os conduz para avida. Sabem do resultado da desobediência e do preço que a morte custou ao Filho de Deus para que estivessem vivos. Reconhecendo isto, respeitam as advertências, não para serem considerados obedientes, mas por que reconhecem a necessidade de viver de acordo com seu Mestre.

· No segundo grupo, estão enquadrados todos nós que, em algum dia cruzamos conscientemente a porta proibida mesmo sabendo o que estava atrás da porta, e mesmo convictos de que já estávamos contaminados por que outros cruzaram a porta antes de nós. Estamos doentes, sabemos a causa e as consequências. Diante de nós estão postas duas alternativas: a arrogante displicência ou o humilde retorno. Deus nos abre a porta e insistentemente nos convida ao retorno, mas nos adverte de que não a saída para as consequências. Porém nos sinaliza que a pior das consequências – a morte – já foi resolvida, e que a vida eterna já está guardada para concessão final. A única condição para isso é aceitar o sacrifício de Cristo e viver uma nova vida dependente dEle.

· No terceiro caso, enquadram-se todos os que advogam que a Lei não existe mais, que fora abolida pelo Legislador. Lembre-se de que não foi o legislador que tirou a placa, mas alguém não identificado e não autorizado. O curioso desta opção é que ninguém pediu para descontaminar a sala, apenas pediu para tirar a placa. Esta situação é insana, mas, curiosamente, são muitos os que a executam. Parecem acreditar que o simples fato de retirar a placa de advertência, eliminaria os problemas que existem dentro da sala. Paulo sugere que a lei foi dada por causa das transgressões. Retirar a lei não modifica o quadro de transgressão. Apenas mascara o fato. O grande e óbvio problema é que a consequência é persistente. Quem cruzar a porta vai adoecer. O legislador nos deu a liberdade de escolher cruzar ou não a porta, mas ele nunca nos autorizou a mudar a placa.

· No quarto caso estão enquadrados todos os que nasceram num mundo doente, estão, portanto, contaminados, mas não sabem disto, e nem sabem porque. Estes se enquadram no estado de ignorância apontado por Paulo. Sem Lei nasceram, sem Lei serão

julgados. A regra para seu julgamento encontra-se em Romanos 1: 16 em diante.

· No quinto e último caso desta pequena ilustração, encontram-se todos os que decidiram aceitar a graça salvadora de Cristo, entendem o papel benéfico da Lei, reconhecem que o problema não está na Lei nem no Legislador, aceitam sua condição de culpados, mas igualmente aceitam o perdão. Reconhecem sua incapacidade, uma vez que já estão contaminados, buscam em Deus o remédio, administram diariamente as doses indicadas na receita, e procuram de forma diligente aprofundar sua compreensão para não repetir os mesmos equívocos. Conhecem o Médico e o Hospital e sabem que, toda vez que forem diagnosticados com novas doenças, existe um lugar onde encontrar a cura. Farão o que for possível para não adoecer mais, porém reconhecem que, uma vez infectados, essa será uma guerra constante que terá tanto sucesso quanto for sua permanente ligação com o Médico e ao Hospital.

Enfim, não culpe a placa pelo que existe dentro da sala. Não culpe quem pois a placa pelo que existe dentro da sala. Não culpe o Legislador pelo fato de você ter cruzado a placa e ficado doente. E principalmente, lembre-se que antes de por a placa, o Legislador morreu por você pra pagar o preço da sua desobediência, e de forma gratuita, pra você, mas não pra Ele, te oferece a cura para o que estava atrás da porta.

Portanto, seja esperto, inteligente e use o cérebro que Deus te deu, e entenda de uma vez por todas que a placa é apenas um ato de amor pra te dizer – eu também não te condeno, vá e não peque mais. Mas se você ainda assim pecar, você tem um advogado no céu, que é Justo, e serviu de sacrifício pelo seu pecado.

Pense nisto.
MLSJ/2017