Comentários da Lição 3 (4o Trim/2017) por Membros da Classe do EJC

20 de outubro de 2017

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A CONDIÇÃO HUMANA

VERSO: “TODOS PECARAM E CARECEM DA GLÓRIA DE DEUS”
Romanos 3:23

SABER: Que os seres humanos caírem no poço do pecado e não conseguem sair.
SENTIR: A condição de impotência e nutrir a certeza de que Deus não nos abandonou.
FAZER: Rejeitar as noções de virtude e progresso humanos que impedem as pessoas de sentir a necessidade de Cristo.

Essa lição nos traz a noção da condição humana frente ao pecado e consequentemente a Deus. Condição essa que afeta a todos, conversos ou não, por ser inerente ao ser humano pós-edênico.

Alguns podem ter a falsa noção de que o ser humano consegue ter uma tendência a ser bom, porém o fazem ao se comparar com aqueles que cometem algo que seja publicamente pior do que aquilo que faz e que sua própria consciência o acusa. Por exemplo: uma pessoa que tenta tirar vantagem de outro, seja no trânsito, no trabalho, na sonegação de impostos, nos relacionamentos, fazendo fofocas ou nutrindo desejos ocultos por outros que não seu cônjuge se sentem santos quando se comparam com um assassino, estuprador, etc. Eles buscam justificativa para estas pequenas falhas quando, na verdade, não há. Qualquer tentativa de justificar é em vão, pois o pecado não se justifica, o pecado já é o selo da condenação, não do julgamento. Como diria aquela conhecida música: “pecado não se explica, pecado se paga e Cristo pagou por mim”. Procurar justificativa para o pecado é dar razão para Satanás em todo o seu discurso contra Deus e nos seus enganos de que as coisas do céu “não são bem assim” ou que elas “não tem nada a ver”, assim como qualquer tentativa de fugir da nossa própria natureza por méritos próprios significa negar o sacrifício que Jesus fez por nós na cruz.

As palavras fortes de Paulo em Romanos 3:10-18 nos fazem cair na realidade de que o nosso pecado é passível da morte assim como QUALQUER outro pecado de QUALQUER outra pessoa.

A natureza humana impõe a uma situação não condicional, não se escolhe ter ou não essa natureza, simplesmente todos aqueles nascidos após o Éden a tem. Sendo, então, essa natureza intrínseca ao homem e sendo essa natureza aquilo que rege o homem, como então resistir a ela?  No compilado “Mensagens Escolhidas” de Ellen G. White ela diz: “não imitemos homem algum, pois os homens são imperfeitos nos hábitos, na linguagem, nas maneiras, no caráter”. Primeiro que não façamos para nós algum homem como exemplo e, sim, Cristo Jesus, procurar conhece-lo dia a dia, reconhecer que Ele é o nosso Salvador e depositar a nossa fé nEle.  Somente um amor incompreensível poderia ter a misericórdia e o perdão necessários para apagar todos os erros de quem foi tão longe na prática do pecado.

É importante entender que um outro aspecto do pecado é que ele não é somente a transgressão da lei. O pecado é o afastamento de Deus e é isso que a nossa natureza faz conosco. É como se fosse uma mola rígida que, quanto mais pressionada, mais próximos de Deus estamos, mas quando ela esta livre de pressão ela volta ao seu estado natural que, nesta analogia, significa o estar afastado dEle.

Perante Deus seremos sempre pecadores, pois até mesmo nosso louvor, culto e nossa oração estão maculados pelo egoísmo, orgulho, presunção ou qualquer outro sentimento que, naturalmente, nos separa dEle.  Nós vemos o mundo através do prisma do pecado, nossa cosmovisão, nossa visão de Deus e nossa compreensão do que é certo e errado estão contaminados pela situação que nos encontramos. Sendo assim não há o que se possa fazer a fim de se tornar santo (não confundir com santificação) para Deus, pois nada pode nos fazer mais ou menos merecedores da salvação, das bênçãos, do amor ou da ira dEle, pois o preço que Ele pagou foi o mesmo por mim, por você e por qualquer outro pecador. Como citado na lição de segunda-feira: “Quando nos comparamos a Deus, a Sua santidade e justiça, nenhum de nós sai com outra coisa senão um sentimento avassalador de aversão e repugnância de nós mesmos”.

A busca a Deus nos conduz ao arrependimento e nos dá forças para resistir às tentações. Precisamos desenvolver o hábito de orar a todo o momento e usufruir da paz que a esperança em Cristo nos dá, do poder que recebemos quando, tentados, corremos para Ele e do discernimento que o Espírito nos concede. Não podemos desenvolver um sentimento de autossuficiência que nos faça crer que podemos dar conta de certas tarefas e de outras não. Por exemplo: quando viajamos em família para algum lugar distante e, antes de partir, oramos pedindo a proteção de Deus ao longo do caminho, mas quando saímos de casa para ir ao trabalho ou só até a cidade vizinha achamos, inconscientemente, que damos conta dessa tarefa sozinhos. Essa situação se aplica em vários outros aspectos pequenos da nossa vida. Ao desenvolver o hábito de compartilhar as pequenas escolhas, buscando as coisas de Deus, vivendo o sábado além do sábado, vivendo a nossa religião além do sétimo dia, teremos, por Cristo, forças para resistir às tentações e para lograr êxito contra a nossa própria condição.

Assim que essa prática se torna um hábito, começamos a exteriorizar esse comportamento e o resultado dele para o nosso próximo. A nossa tendência de pecar deve estar em segundo plano a todo momento, afim de que possamos ajudar uns aos outros a construir pontes que nos levem a um melhor relacionamento com Deus, com humildade, exercendo nossa real missão que é ser um agente dEle aqui na terra, buscando pessoas, por meio do poder do Espírito.

Que Deus nos abençoe na nossa caminhada e na luta contra nossa condição pecaminosa.

Escrito por Caio Reis