Meditação diária de 02/09/2017 por Flávio Reti

2 de setembro de 2017

florista

02 de setembro

Dia do florista

Salmos 103:15,16   “Quanto ao homem, os seus dias são como a relva; como a flor do campo, assim ele floresce, pois, soprando nela o vento, desaparece e não conhecerá, daí em diante, o seu lugar”

Florista é a pessoa que vende as flores no comércio. Sua função é preparar os molhos, fazer os buquês, produzir arranjos para que as flores fiquem mais bonitas ainda, ao passar pelas suas mãos. Ele é um artista especializado no arranjo das flores e deve saber tudo a respeito das flores que vende para informar seus clientes sobre cada uma delas. Os floristas sempre estão à frente de um quiosque, de uma tenda com seu mercado de flores na rua. Ele agrega às suas flores o recipiente adequado como cerâmica, vidro, vime, metal e o que melhor se apresente com suas flores. Ele é muito procurado nas datas comemorativas e vende seus produtos para uma infinidade de propósitos: aniversários, casamentos, batismos, funerais, festas, pêsames, parabéns. Atualmente os floristas estão bem organizados e já têm inclusive o serviço de “delivery” até para o exterior. Palavras que para nós são um tanto abjetas, são palavras de interesse para um florista: coroa de flores, funeral, defunto, cemitério, hospital porque é seu campo de interesse comercial. É ali que ele vende mais.

Não consigo esquecer de um programa musical apresentado pelos alunos, no meu tempo de internato, onde entrava no palco uma jovem muito bonita (Sueli Molnar) vestida com um toque especial, toca e avental, trazendo nos braços uma cesta de flores e cantando “Eu sou a florista, flores estou vendendo” e neste momento entrava uma outra pessoa cantando na sequência “venha cá menina que flores estou querendo”. Hoje eu ainda a encontro e faço questão de relembrar com ela aquele programa que marcou para mim.

Descrevendo a beleza do templo de Salomão, encontramos no livro de I Reis a seguinte descrição:

“Nas paredes todas, tanto no mais interior da casa como no seu exterior, lavrou, ao redor, entalhes de querubins, palmeiras e flores abertas. Assim, fabricou de madeira de oliveira duas folhas e lavrou nelas entalhes de querubins, de palmeiras e de flores abertas; a estas, como as palmeiras e os querubins, cobriu de ouro e as lavrou de querubins, de palmeiras e de flores abertas e as cobriu de ouro acomodado ao lavor” (I Re.6:29,32,35).  Quero entender que o ouro, a madeira entalhada não eram suficientes para trazer beleza, foi necessário esculpir nela flores e palmeiras para dar beleza e ares de sublimidade ao ambiente. Isso me faz lembrar citações de Ellen White em que nosso Deus é amante do belo. “Como o Autor de toda a beleza, sendo Ele próprio amante do belo, Deus proveu o necessário para satisfazer em Seus filhos o amor do belo. Também providenciou para as suas necessidades sociais, para a associação amável e edificante, que tanto faz para que se cultive a simpatia e se ilumine e dulcifique a vida. (Educação, p.41). Deus é amante do belo. Ele nos deu inequívocas provas disto na obra de Suas mãos. Plantou para nossos primeiros pais um belo jardim no Éden. Fez crescerem da terra majestosas árvores de toda espécie, para utilidade e para ornamentação. Foram formadas as belas flores, de rara beleza, de toda cor e matiz, perfumando o ar. … Era desígnio de Deus que o homem encontrasse felicidade no emprego de cuidar das coisas que Ele criara, e que Suas necessidades fossem satisfeitas com os frutos das árvores do jardim” (Lar Adventista. P.21). 

Se ainda estivéssemos no Éden, como era desígnio de nosso Deus, todos nós ainda seríamos lavradores, jardineiros, floristas. O mundo inteiro seria um grande pomar ou um grande jardim. Um dia, no plano de Deus, o Éden será restaurado e nós, uma vez mais, teremos o privilégio de nos encontrar debaixo de frondosas árvores rodeadas por alamedas de flores as mais diversas. Assim espero!  Se em tudo deve haver beleza, como era o plano de Deus inicialmente, na maneira como pregamos sua palavra também deve haver beleza. “Temos muitos deveres a cumprir, porque fomos feitos depositários da verdade sagrada, a ser dada ao mundo em toda a sua beleza e glória. Somos devedores a Deus por todas as regalias que Ele nos confiou para embelezarmos a verdade com a santidade de nosso caráter, e comunicarmos a mensagem de exortação, consolo, esperança e amor, àqueles que estão nas trevas do erro e pecado” (A Igreja Remanescente, p.27). A beleza não existe apenas nas flores, existe também na nossa vida, se formos como Deus espera que sejamos.