Meditação diária de 03/03/2018 por Flávio Reti

3 de março de 2018

03 de Março
A Gazela (Gazella dorcas)

I Pedro 3:3-4   “O vosso adorno não seja o enfeite exterior, como as tranças dos cabelos, o uso de joias de ouro, ou o luxo dos vestidos, mas seja o do íntimo do coração, no incorruptível traje de um espírito manso e tranquilo, que é precioso diante de Deus”

A gazela se inclui entre os animais da família dos antílopes. Caracteriza-se por ter o corpo esbelto, as pernas longas e ambos os sexos têm chifres espiralados. As gazelas vivem em manadas, mas têm um comportamento assustado, nervoso. O casal de gazelas tem o costume de esconder seus filhotes no mato mais alto enquanto pastam, isso porque as crias são muito vulneráveis aos predadores e quando ainda são pequenas, as gazelas não têm cheiro, assim fica mais difícil o predador achá-las no mato. As gazelas são animais extremamente velozes e podem alcançar 70 quilômetros por hora. Têm uma boa visão e ouvem muito bem. Entre os antílopes é o mais elegante, de um porte altivo e sempre alerta com cheiros, sons e a presença de outros animais por perto. Os poetas árabes admiravam e cantavam sobre a gazela porque viam nela um símbolo de graça e beleza quando exerciam sua habilidade de saltar e correr para escapar de seus perseguidores e também por ser um animal belíssimo, de pescoço longo, patas compridas adaptadas a saltar e a correr e ao correr fazem um movimento elegante tornando-a um belo animal

Enquanto estou descrevendo a beleza da gazela eu sou levado a pensar na beleza do casal Adão e Eva no paraíso, especialmente a beleza de Eva assim que saiu das mãos do criador. Um pouco mais baixa que Adão, de uma simetria além de perfeita. Era a glória da criação, o maior presente para Adão.

“Deus ama o belo. Revestiu a Terra e o céu de beleza, e com alegria paternal contempla o deleite de Seus filhos nas coisas que criou. Ele deseja que circundemos nossas habitações com a beleza das coisas naturais” (CBV, 370). As coisas da Natureza que agora contemplamos não nos dão senão uma fraca idéia da glória do Éden. O pecado manchou a beleza da Terra. Podem-se ver em tudo os vestígios da obra do mal. Todavia, permanece muita coisa bela. A Natureza testifica de que Alguém, infinito em poder, grande em bondade, misericórdia e amor, criou a Terra, enchendo-a de vida e alegria. Mesmo em seu estado defeituoso, todas as coisas revelam a mão-de-obra do Artista por excelência. Para onde quer que nos volvamos, podemos ouvir a voz de Deus, e ver testemunhos de Sua bondade.