Meditação diária de 03/12/2017 por Flávio Reti

3 de dezembro de 2017

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03 de Dezembro
Dia do portador de deficiência

Mateus 18:8   “Se, pois, tua mão ou o teu pé te fizer tropeçar, corta-o e lança-o de ti; melhor é entrar na vida aleijado, ou coxo, do que tendo duas mãos ou dois pés  e ser lançado no fogo eterno”

Se a Organização das Nações Unidas estiver certa, 10% da população tem alguma forma de deficiência. Muitas vezes essas deficiências são consideradas motivos de alguma discriminação e a vida dos deficientes vai se tornando difícil e a qualidade de vida vai perdendo a dignidade. As deficiências podem ser uma função física, psicológica ou alguma deformação anatômica que gera alguma incapacidade para o desempenho de atividades padrões de um ser humano normal. As deficiências podem ser física, auditiva, mental, visual e em alguns casos múltiplas, quando há mais de uma associada. A maioria dos deficientes não conseguem entrar no mercado de trabalho, porque os empregadores subentendem que tais pessoas não rendem o trabalho com eficiência e por não ter ambiente acessível ou ser caro para adaptar. Daí as pessoas portadoras de alguma deficiência precisarem de uma atenção maior por parte dos empregadores, das autoridades, das próprias famílias para evitar certos abusos contra elas. Muitas vezes por causa da deficiência elas são abusadas sexualmente, não frequentam a escola, não têm acesso a locais públicos e entram naquele número de estigmatizados, excluídos, vulneráveis, coitadinhos. Não deveria ser assim se as autoridades tivessem alguma política pública mais direta para esses 10% da população mundial que chega a mais de 7 milhões de pessoas no mundo todo. O dia internacional das pessoas com deficiência tem como objetivo conscientizar a população sobre a importância de garantir melhor qualidade de vida a todos os deficientes e lembrar que todos têm direitos legais adquiridos e assegurados. Deficientes são os demais que não têm esse conhecimento, essa preocupação, essa sensibilidade de perceber quanto eles são normais e devem ser incluídos nas atividades da vida tanto quanto possível.

Estamos preocupados com os deficientes físicos e passamos por alto os deficientes em educação, em conhecimento, profissionalmente, em vergonha na cara, de um comportamento aceitável e deficientes religiosos. Quanta gente vivendo à margem da sociedade por falta de educação, de religião, de capacidade para o trabalho! Há muito tempo, o profeta Isaías já disse que “o meu povo perece por falta de conhecimento” (Is.5:13). Era um clamor do profeta ao ver seu povo caminhando a passos largos em direção ao exílio e não tomar conhecimento de sua própria situação, quando ele diz: “O boi conhece seu possuidor, e o jumento a manjedoura de seu dono, mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende” (Is.1:3). Saber menos que um boi e menos que um jumento é abusivo ouvir isso! Mas há pessoas tão faltas de conhecimento que não sabem até como funciona seu próprio corpo. E há um conhecimento que o mundo em geral não tem e precisa ter, é o conhecimento da vontade de Deus para nós. Deus criou esse universo, criou o ser humano e o pôs aqui nesta terra para viver para sua glória, mas os homens perderam o objetivo divino e hoje vivem às cegas tateando sem ter algum objetivo mais elevado do que comer, dormir, trabalhar e se divertir. A vida se resume nisso. Eu fico pensando quanto mais poderíamos conhecer se nos voltássemos para os objetivos de Deus. Nosso conhecimento seria crescente, cada dia mais, afinal é disso que precisamos, porque ainda somos deficientes intelectuais, morais, e religiosos. Fico pensando no céu e me vem à mente a citação de que inclusive lá haveremos de crescer no conhecimento: “E ao transcorrerem os anos da eternidade, trarão mais e mais abundantes e gloriosas revelações de Deus e de Cristo. Assim como o conhecimento é progressivo, também o amor, a reverência e a felicidade aumentarão. Quanto mais aprendem os homens acerca de Deus, mais Lhe admiram o caráter. Ao revelar-lhes Jesus as riquezas da redenção e os estupendos feitos do grande conflito com Satanás, a alma dos resgatados fremirá com mais fervorosa devoção, e com mais arrebatadora alegria dedilharão as harpas de ouro e, milhares de milhares, milhões de milhões de vozes se unem para avolumar o potente coro de louvor” (A Verdade sobre os Anjos, p.299). Não há maior verdade do que a afirmação de Cristo: “E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo.8:32). Precisamos conhecer a verdade para dar cabo às nossas deficiências, já não digo deficiências físicas, porque este corpo mortal um dia deverá ser transformado, mas me refiro ao conhecimento da verdade que deve ser crescente. A eternidade é o limite. “Conheçamos e prossigamos em conhecer o Senhor” era a pregação do profeta Oseias (Os.6:3).