Meditação diária de 04/03/2018 por Flávio Reti

4 de março de 2018

04 de março
Gerbilo ( Meriones unguiculatus)

Salmos 55:19   “…porque não há neles nenhuma mudança e tampouco temem a Deus”

O gerbilo, para os povos árabes, é conhecido como o rato-do-deserto. Mas rato-do-deserto é um nome vulgar que as pessoas aplicam a umas 110 espécies de roedores que habitam os desertos da África e da Ásia. Os nossos ratos aqui preferem roer grãos e cereais, mas os gerbilos são onívoros, isto é, comem de tudo que encontrarem pela frente, afinal, no deserto não se pode desperdiçar nada, tem que aproveitar tudo. Geralmente, lá no deserto, enquanto são silvestres, são animais noturnos por causa do sol escaldante nas terras desertas. Eles têm o pelo sempre oleoso devido a uma glândula que libera uma substância gordurosa na pelagem. Na família dos roedores, o gerbilo é um pouco parecido com o hamster, mas tem o rabo mais comprido. Ele vem sendo introduzido como animal de estimação, desbancando o hamster porque ele é mais inteligente e mais dócil. Os vendedores dizem que a inteligência de um gerbilo é dez vezes mais que de um hamster. Os hamsters dormem muito de dia e seus donos não conseguem interagir com eles, enquanto os gerbilos trocam seu período de atividade e deixam para dormir à noite. Como a comida é rara no deserto, um gerbilo é um prato preferido de muitos predadores, especialmente os falcões, as cobras do deserto. Para se protegerem, tanto dos predadores como do sol escaldante, os gerbilos cavam galerias em baixo da areia onde passam a maior parte do tempo e da sua vida. No século XIX, um padre de nome Armand David levou gerbilos da Mongólia para a Europa e eles foram mantidos em laboratórios e nos zoológicos, mas alguns foram extraviados e caíram nas mãos de amantes de pets que começaram a fazer cruzamentos entre eles até obter várias cores de gerbilos. Daí, existir na Europa gerbilos brancos, lilás, preto, siamês e até azul.

O que desperta nossa curiosidade é a adaptação do gerbilo para viver entre os humanos como animalzinho de estimação. Daí podermos tirar uma grande lição: Nós, que esperamos a volta de Jesus, sabemos que vai ser tudo muito diferente ao entrarmos no céu, mas devemos ir desde já nos acostumando com a vida celestial. Devemos começar a aprender aqui os costumes do céu. Há ainda muitos costumes, muitos modos de vida que precisamos trocar para viver lá, assim como o gerbilo troca seu período de atividade. Nós devemos trocar nossos costumes, nosso comportamento de modo a nos ajustarmos para a vida no céu. “A vida na Terra é o princípio da vida no Céu; a educação na Terra é a iniciação nos princípios do Céu e o trabalho aqui é o preparo para o trabalho lá. O que hoje somos no caráter e serviço santo é o prenúncio certo do que seremos” (Educação, pág. 307).