Meditação diária de 04/12/2017 por Flávio Reti

4 de dezembro de 2017

pedicure

04 de Dezembro
Dia do pedicuro (do podólogo)

Salmos 119:105   “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e uma luz para os meus caminhos”

Se você pensar que os pés são a base de sustentação do corpo e o meio de locomoção mais eficiente, você vai dar um pouco mais de atenção aos seus pés. A atenção de hoje não é para os pés, mas para aqueles que cuidam dos nossos pés, os pedicuros, ou pedólogos. A profissão é reconhecida como pedicuro, calista, mas legalmente não existe uma lei ou um decreto regulamentando a profissão, mas já temos um dia para lembrar deles e comemorar com eles. Há uma leve diferença entre pedicuro e podólogo, é que um cuida mais da parte visual e o segundo mais da parte clínica dos pés, mas ambos dedicam cuidados aos pés, tratando, embelezando, aparando, polindo, esmaltando. Na minha casa há um exagero de mulheres: esposa, duas filhas e quatro netas e ao se aproximar o final de semana começa a afobação de cuidar das unhas, das mãos, dos pés, dos cabelos, das roupas e sem lá mais o que. Uma reclama das unhas, outra das rachaduras nos pés, outra ainda do cabelo, da joaninha, do esmalte e por aí vai. Eu fico só observando quietinho porque também tenho uma unha encravada que anda precisando de um pedicuro. Nossos pés precisam de cuidados, afinal eles nos sustentam em pé, ou andando, e nos levam a todos os lugares, mas acima deles está nossa cabeça que dá a direção para os pés seguirem. Muitas vezes, usando de uma linguagem figurada, metafórica, os pés adquirem status de muitas coisas. Veja algumas expressões: Não ponha os pés aqui. Coisa sem pé nem cabeça. Em pé de igualdade. Um pé de vento. Dar no pé. Ao pé da letra. Ao pé do ouvido. Bater o pé. Apertar o pé. Com um pé atrás. Com o pé direito, ou com o pé esquerdo. Dar com os pés no peito. Lamber os pés. Não dá pé. Não chegar aos pés. E por aí vai uma infinidade de expressões mostrando que os pés não são usados só para andar, mas para ilustrar outras situações da vida. Os pedicuros cuidam dos pés e os gramáticos também, afinal os pés trazem grandes recursos linguísticos para expressar pensamentos. Até uma espécie de formiga se vale dos pés para ter seu nome, a famosa “lava-pés” que de lavar não tem nada, só ferroam. Os pés nos lembram muitas coisas e eu me ponho a pensar nos pés e mãos de Jesus. Assim que ressuscitou, ele subiu ao pai para mostrar o sacrifício realizado na cruz. Ele deve ter mostrado suas mãos e pés marcados pelos cravos abjetos que lhe perfuram os pés e as mãos. Depois quando esteve com os discípulos, pediu a Tiago que lhe tocasse no lado, onde o soldado meteu a lança, tocasse nas mãos e nos pés para sentir a cicatriz como marca registrada de seu sacrifício em nosso favor. E saber que Jesus levará por toda a eternidade essas marcas nos pés e nas mãos como lembrança da crucifixão e como o maior sinal de amor em favor de uma raça caída, sem méritos, marcas essas que nenhum pedicuro, mesmo usando os melhores cremes, as melhores técnicas, poderá apagar. Faria bem nos acordarmos, nos colocar sobre nossos pés e se erguer acima dos obstáculos deste mundo para ver a beleza das cicatrizes dos pés e das mãos de Jesus em nosso favor, que nossa mente fosse despertada para entender a grandiosidade do significado que se encerra nos seus pés e mãos. Envolvemo-nos tanto com as coisas desta vida e perdemos de vista o que há de mais sublime para contemplar e admirar; o sacrifício de Jesus. Quão bem faria à nossa alma manifestar tranquilidade, paz e confiança depondo diariamente nossas perplexidades e angústias aos pés de Jesus. O único tratamento que aqueles pés tiveram foram trilhar as empoeiradas estradas da Galileia e depois ser traspassado pelos cravos cruéis e agora levar para sempre as marcas da cruz. Se você pode andar, pode ser levado aonde quiser, vá aos pés de Jesus. Nunca permitir que nossos pés resvalem, “porque ele guardará os pés dos seus santos” (I Sam.2:9). Guardará a tua entrada e a tua saída, desde agora e para sempre (Sal.121:8).