Meditação diária de 05/04/2018 por Flávio Reti

5 de abril de 2018

05 de abril

A medusa (Medusozoa medusas)

Provérbios 27:12 O prudente vê o mal e se esconde, mas os insensatos passam adiante e sofrem a pena”

Há duas maneiras de falar da medusa. Uma delas é pensar na figura mitológica da antiga Grécia, retratada por uma mulher que tinha a cabeça de serpente, dentes de bronze e asas de ouro. Segundo a lenda, ela possuía a capacidade de transformar em estátua de pedra qualquer um que olhasse pra ela diretamente nos olhos. O povo menos esclarecido da Grécia antiga tinha muito medo da medusa. Mas a medusa da qual estamos falando é um animal, da família dos cnidários, isto é, da família de animais que em contato com o corpo humano deixa queimaduras graves na pele. Dependendo da região, ela recebe vários nomes: mãe d’agua, água-viva, alforreca e sempre habita nos oceanos. O corpo da medusa é gelatinoso. Quando ela está livre na água, ela parece uma campana, parece uma metade de uma cebola descascada com vários fios pendurados contendo células urticantes, que queimam igual uma planta chamada urtiga. Há pessoas que comem as medusas porque ela é rica em colágeno e o colágeno delas também é usado em pesquisas científica para tratamento da artrite reumática. A pessoa que entra em contato direto com uma medusa pode sofrer até um choque anafilático, por isso, em caso de ser atingido por uma medusa, procure imediatamente o socorro médico, porque queima mesmo.
E o que eu aprendo com as medusas? Aprendo que as aparências enganam. Quando elas estão livres nas águas, boiando e aparentemente bailando com as ondas, elas parecem inofensivas, apenas uma bolinha de gelatina com uns fiozinhos pendurados que não têm mal nenhum, nem parecem ser um animal. Mas quando a pessoa incauta se esbarra nelas é que a realidade aparece. Em contato com o corpo elas queimam, ardem muito, e a pessoa entra em pânico de tanta dor. Elas escondem muito bem seu poder de ataque, ninguém imagina o que pode advir de uma simples medusa bailando calmamente nas águas. A lição fica: Cuidado com as aparências, não apenas das medusas, mas de tudo e de todos que não mostram quem verdadeiramente são. Há um ditado popular que diz “águas paradas são profundas”. No caso das medusas é uma grande verdade porque a aparência de inofensiva é pura enganação. Elas queimam e podem até matar. Portanto, cuidado com as medusas. Será que os gregos sabiam dessa qualidade das medusas do mar?