Meditação diária de 06/03/2018 por Flávio Reti

6 de março de 2018

06 de Março
O Gnu (Connochaetes taurinus)

Tiago 5:12   “…seja, porém, o vosso sim, sim, o vosso não, não, para não cairdes em tentação”

O gnu é um animal gregário. Gregário quer dizer que vive sempre em grupo. Da mesma origem da palavra igreja, onde os crentes vivem em grupo. Ele costuma ser encontrado em bandos de 20 a 50 indivíduos, geralmente liderados por um velho macho.  São animais migratórios e na época das secas juntam-se em bandos que ultrapassam os 2000 indivíduos e cruzam as savanas africanas em busca de melhores pastagens e água em abundância. O gnu é um animal muito estranho. Tem o corpo de um cavalo, as longas pernas de um antílope, a cabeça e o chifres de uma vaca, crina e barba compridas. Algumas espécies apenas é que têm barba. Sua cauda, parecendo cauda de cavalo e que termina com um tufo de pelos duros, é às vezes usada pelos nativos como espanta-mosca. Cerca de 300 mil gnus vivem em rebanhos nas planícies do Serengeti. Alimentam-se de brotos e ervas tenras que nascem após uma chuvarada. Vagueiam desde o crepúsculo até a madrugada e durante o dia abrigam-se do sol, à sombra de árvores. O gnu tem o modo de andar do cavalo. Move primeiro as patas de um lado e depois as do outro. Os filhotes são vítimas constantes de predadores como o leão, as hienas e o cão selvagem. Observe bem a frase: “O gnu é um animal muito estranho”. É estranho por ter corpo de cavalo, pernas de antílope, cabeça de vaca, e não é cavalo, nem antílope e nem vaca, é um gnu. Nunca viu pessoas assim? Tem aparência de cristão, tem aparência de religioso, tem aparência de gente boa, mas não nem é cristão, nem é religioso e nem é gente boa. É alguém estranho que anda perdido pela vida, conseguindo enganar a todo mundo.

Há uma contrafação de cristianismo no mundo, bem como há também cristianismo genuíno. O verdadeiro espírito de um homem é manifesto pelo modo como ele trata seus semelhantes. Podemos fazer a pergunta: Representa ele o caráter de Cristo em espírito e ação, ou simplesmente manifesta os traços de caráter naturais e egoístas que pertencem ao povo deste mundo? A profissão nada vale para Deus. Antes que seja eternamente demasiado tarde para que os erros sejam endireitados, pergunte cada um a si mesmo: “Que sou eu?” Depende de nós mesmos se formaremos tal caráter que nos constitua membros da família real de Deus no Céu” (Review and Herald, 9 de abril de 1895).