Meditação diária de 06/09/2017 por Flávio Reti

6 de setembro de 2017

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06 de setembro

Dia do alfaiate

Genesis 3:7   “Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si”

Morava ao lado da minha casa um alfaiate muito conhecido na vila. A alfaiataria ficava sempre aberta, enquanto ele ia almoçar ou fazer outra qualquer coisa. Não havia perigo porque era numa época muito tranquila. Sempre que ele não estava, a gente corria lá pegava a tesoura dele para cortar borracha para fazer estilingue, cortar papel para fazer pipa e cortar qualquer coisa que precisávamos. Mas ele percebeu que sua tesoura estava perdendo o fio e precisando ser sempre afiada. Ele também descobriu que nós, moleques, e não era um só, éramos vários, estávamos usando sua tesoura para cortar nossos materiais. Sabe o que ele fez? Deixou a tesoura em cima da máquina de costura, mas prendeu por baixo da máquina um fio elétrico energizado. Quando eu, o premiado, fui pegar a tesoura, imagina o grito que dei. Acabou a festa. Isso porque o alfaiate era meu vizinho, mas não amigo de moleques atrevidos.

A profissão de alfaiate é muito antiga, data de quando foi inventada a máquina de costura, em 1830, época das grandes invenções na Europa e Estados Unidos, mas a profissão conquistou o mundo no século XVIII. O alfaiate era considerado um artesão, exatamente porque as roupas eram feitas à mão e dependiam de muita habilidade do profissional. Hoje o alfaiate quase caiu em desuso totalmente, por causa das indústrias de confecção em larga escala barateando os custos. Atualmente o alfaiate não tem mais seu ateliê, ele passou a ser funcionário das indústrias e raramente se encontra um alfaiate, mas ainda existem.

Quando Adão e Eva pecaram, a primeira coisa que fizeram foi coser folhas de plantas para esconder sua nudez. Na sequência vem o próprio Deus e confecciona vestes com a pele de um cordeiro. A pergunta que fica é a seguinte: Quem foi o primeiro alfaiate, Adão que costurou folhas ou o próprio Deus que usou a pele de um cordeiro? Não importa a resposta, o importante é saber que Deus estava lá para acudir na hora de necessidade do casal Adão e Eva.

O salmista usou a figura de linguagem, falando da proteção de Deus, de alguma ave que cobre os filhotes, ao dizer “ele te cobrirá com as suas penas e baixo das suas asas estarás seguro” (Sal.91:4). Temos uma promessa bem ao ponto dada pelo próprio Jesus ao dizer “Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos ou que beberemos ou com que nos vestiremos? … Decerto, vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas, mas buscai primeiro o reino de Deus e a Sua justiça e todas essas coisas vos serão acrescentadas” (Mat. 6:31-33). Vestir-se sempre foi uma preocupação, ainda mais atualmente que a roupa define a posição social. Há uma acirrada competição para se vestir melhor do que o outro, afinal, é símbolo de status, mas Cristo nos orientou de que a pessoa deve possuir a graça, a beleza, a conveniência da simplicidade natural. “Cristo nos advertiu contra o orgulho da vida, mas não contra sua graça e beleza naturais. Apontou às flores do campo, aos lírios desabrochando em sua pureza, e disse: “Nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles.” Mat. 6:29. Assim, pelas coisas da Natureza, Cristo ilustra a beleza apreciada pelo Céu, a graça modesta, a simplicidade, a pureza, a propriedade que Lhe tornariam aprazível nossa maneira de vestir” (Ciência do Bom Viver, p. 289).

Da próxima vez que você pensar em se vestir, antes de procurar um alfaiate, procure vestir-se com a justiça de Cristo e adornar-se com as graças cristãs. Elas enfeitam o caráter, não apenas a formosura do rosto.