Meditação diária de 06/12/2017 por Flávio Reti

6 de dezembro de 2017

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06 de Dezembro
Dia do madeireiro

I Pedro 2:24   “Levando ele mesmo nossos pecados em seu corpo sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça e pelas suas feridas fostes sarados”

Madeireiro não é só quem corta madeira na mata, aqui podemos incluir os marceneiros, os carvoeiros, os serradores das serrarias, os plantadores dos reflorestamentos. Todos que, de alguma forma, executam tarefas relacionadas com madeiras, com a cultura, com a conservação e exportação de madeiras, seja de floresta nativa ou cultivada, são madeireiros e são homenageados e lembrados nesse 6 de dezembro. Veja quanta atividade humana está relacionada com os madeireiros: Derrubar árvores, cortá-las em toras, empilhar e depois arrastar essas toras até uma serraria, classificar a madeira para determinar o valor econômico, medir o volume de madeira existente em um bosque ou em uma mata, combater cupins e formigas cortadeiras, serrar, embalar, industrializar e até encher os sacos de carvão, tudo tem a ver com madeireiro, uma profissão indispensável e digna de aplausos. Alguém disse que a madeira nos acompanha desde o berço até a sepultura no caixão, se bem que os países que não têm madeira já estão usando caixões de papelão reciclado, é mais barato e apodrece mais rapidamente. As plantas que produzem madeira, as árvores no caso, são perenes e normalmente têm o caule de grandes dimensões e que nós chamamos de tronco e chegam a crescer, em diâmetro, alguns centímetros por ano. As sequoias americanas são famosas pelo seu enorme tronco que é possível passar um automóvel por dentro dele e a árvore continuar em pé. A madeira foi um dos primeiros materiais utilizados pelo homem e por conseguinte já havia madeireiro por lá. A maior curiosidade está no fato do Salmista comparar o homem bem aventurado a uma árvore plantada junto a ribeiros cujas águas nunca faltam (Sal.1:3). Algum carpinteiro, entendido em madeira, de alguma forma, alguém fez a cruz onde Cristo foi pregado. Apenas, conjecturas, mas será que esse alguém tinha consciência de que estava elaborando uma cruz, um instrumento de martírio para o filho de Deus, ou melhor, para o próprio Deus? Se era costume crucificar delinquentes, ele deve ter feito várias que fazer mais uma não era nada. Como um coveiro cujo trabalho é enterrar os defuntos que chegam ao cemitério. Para nós é uma imagem chocante, um tanto forte, mas para ele cujo trabalho é enterrar e já enterrou tantos que aquilo virou rotina. Mas fazer uma cruz para pregar o filho de Deus não é rotina. Paulo diz que ele morreu uma vez por todas, sua morte foi única (Rom.6:9, 10). A revelação do amor de Deus para com os homens centraliza-se na cruz, no madeiro, como alguns preferem dizer. A língua não pode exprimir Sua inteira significação, a pena é impotente para descrever, incapaz a mente humana de a penetrar. Olhando à cruz do Calvário, só é possível dizer que: “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16). Hoje todos os profissionais, leigos e iletrados, não importa, todos podem erguer os olhos e olhar para a cruz, ainda que pela fé, e ver nela o santo de Deus pregado, pendendo, sangrando pelos nossos pecados. Na sua morte está a nossa vida. “É mediante o dom de Cristo que recebemos todas as bênçãos. Por meio desse dom chega dia a dia até nós o fluxo incessante da bondade de Jeová. Toda flor, com seus delicados matizes e sua fragrância, é concedida para nossa satisfação por intermédio daquele Dom. O Sol e a Lua foram feitos por Ele. Não há nenhuma estrela, que embeleze o céu, que por Ele não haja sido criada. Cada gota de chuva a cair, cada raio de sol espargido sobre nosso ingrato mundo, testifica do amor de Deus em Cristo. Tudo é suprido a nós através daquele inexprimível Dom, o Filho unigênito de Deus. Ele foi pregado na cruz a fim de que todas essas bênçãos pudessem fluir para a obra de Deus – o homem” (Ciência do Bom Viver, p.424). “Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus” (I João 3:1). Tudo foi conquistado na cruz, num madeiro que um dia, algum carpinteiro, ou marceneiro, fizera para o imaculado filho de Deus. Temos muito o que pensar!