Meditação diária de 07/09/2017 por Flávio Reti

7 de setembro de 2017

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07 de setembro

Dia da Pátria

Filipenses 3:20   “E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”

Hoje é um dia festivo no Brasil. A televisão mostra desfiles em todas as principais cidades brasileiras. As casas são enfeitadas com as cores verde e amarela, nossas cores nacionais, os carros trazem fitas coloridas amarradas nas antenas, os palanques comemorativos são ornamentados com bandeirolas de papel presas num barbante esticado e amarrado de um extremo ao outro e uma série de outras maneiras de se comemorar. Tudo porque em 7 de setembro de 1822 o Brasil conseguiu sua independência de Portugal. Até essa data, nós éramos colônia escravizada, explorada e controlada pelo rei de Portugal. Mas desde que um cidadão brasileiro, Dom Pedro, tirou o chapéu e arrancou dele o laço símbolo da dominação portuguesa, sacou da espada e disse as seguintes palavras: “Brasileiros, Portugal quer nos escravizar. De agora em diante, nada temos a ver com o rei de Portugal” e em seguida gritou: “Independência, ou Morte!” Dali para cá, o Brasil vive deitado em berço esplêndido e parece que está difícil se levantar.

Que maravilha ser livre! Só sabe dar valor à liberdade quem algum dia foi preso sob qualquer circunstância. Quanta gente vive hoje presa por que escolhe ser presa. Prende-se nos negócios, prende-se nas contas a pagar, prende-se pelas mais diversas circunstâncias, mas a pessoa que mais mal se prende é aquela presa nas garras do inimigo das almas e atolada na lama do pecado. Sabe-se que a liberdade não é a rua apenas. Existem homens presos na rua e existem homens livres nas prisões, é uma questão de consciência. Dessa prisão da consciência, da alma, só Cristo pode nos libertar. Cristo disse “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (Jo.14:6), e noutra ocasião ele disse o nosso verso de hoje: “E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. Ora, se Cristo é a verdade e o conhecimento na verdade nos libertará, é próprio raciocinar que conhecer a Cristo é parte do processo da libertação. Quão bom saber que podemos ser livres, porque, pensando friamente, ser escravo seja lá sob que circunstância for, é muito triste. A liberdade traz alegria à vida. Você já pensou nisso? Já se imaginou escravo debaixo do tacão de algum dominador? Nossa preocupação não é com a liberdade de um país economicamente, politicamente, mas nossa preocupação é com a liberdade da nossa fé, da nossa consciência. Queremos ser livres para adorar a Deus em qualquer lugar. Os crentes, nos países que abraçaram a reforma protestante começada por Lutero em 1517 sofreram horrores pela opressão do papado no vaticano. O espírito de liberdade sempre acompanha a mensagem do evangelho. Onde quer que o evangelho seja recebido, imediatamente desperta no povo o anseio de liberdade. Os homens começam a romper com as algemas que os haviam conservado escravos da ignorância, do vício, da superstição e eles começam a pensar e agir como homens livres. O que não podemos esquecer é que a verdadeira liberdade se encontra dentro da autoridade divina e que ao aceitar fazer sua vontade aí sim seremos livres de verdade. “Se o filho do homem vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo.836).

Foi o desejo de liberdade de consciência que inspirou os peregrinos a enfrentar os perigos da longa jornada através do mar, a suportar as agruras e riscos das selvas e lançar, com a bênção de Deus, nas praias da América do Norte, o fundamento de uma poderosa nação. Entretanto, sinceros e tementes a Deus como eram, os peregrinos não compreendiam ainda o grande princípio da liberdade religiosa. Um dia, que não está muito distante, a liberdade nos será tirada e só nos será devolvida com a vinda de Jesus nas nuvens do céu. Até lá, enquanto esse dia escuro não chegar, vamos, sob a orientação divina, fazer bom uso da liberdade que ainda temos, ainda que tênue. Tire do homem a liberdade e ele volta a ser bruto como um animal. É a liberdade de pensar, de adorar que nos dá o direito de ser humanos.