Meditação diária de 12/03/2018 por Flávio Reti

12 de março de 2018

12 de Março
A terrível Hiena (Crocuta crocuta)

Salmos 119:18   “Desvenda os meus olhos, para que eu veja as maravilhas da tua lei”

A hiena faz parte dos animais essencialmente carnívoros e na falta da carne fresca vale a carniça mesmo. Elas têm uma leve aparência com os cães, mas são mais do lado dos leões e quase com os mesmos hábitos. As hienas vivem em sociedades matriarcais. Elas que demarcam o território e não o macho, elas brigam pelos machos, mas vivem em bandos de ambos os sexos, e quem manda é sempre a fêmea mais velha, a matriarca a quem os pesquisadores chamam de fêmea-alfa. Na casa das hienas é a matriarca quem manda e não pai, o cachorrão mais velho. As hienas possuem uma mandíbula muito forte e elas são capazes de quebrar e moer ossos e seu estômago é adaptado para digerir as partes mais duras dos alimentos, inclusive os ossos das suas presas. Para os outros animais, as hienas são tremendamente agressivas a ponto de um filhote matar o outro. Os gritos das hienas podem confundir os incautos porque se parecem com risadas. São animais fedorentos porque não têm o habito de se lamber para se limpar e como, às vezes, elas se sujam com sangue das presas ou com carniça, seu pelo fica impregnado daquilo em putrefação causando um mau cheiro terrível. Para elas um perfume de primeiríssima qualidade. Elas não sentem seu próprio fedor, mas sentem o odor de outros animais. Seu modo de andar é estranho, parece que está manquejando, porque suas patas traseiras são mais curtas que as patas dianteiras.

O destaque das hienas que fica para nos dar uma boa lição é esse fato delas serem fedorentas e não se sentirem como tal. Ao contrário, elas se sentem muito bem fedendo carniça. Assim são os pecadores contumazes, vivem no pecado, mergulhados no pecado, mas não se veem pecadores. Os outros podem ser, mas eles não. Pelo contrário, eles estão bem, estão vivendo sua vida normal, não veem dificuldade alguma na sua maneira de viver. Os outros é que se incomodam com eles, mas eles estão muito bem. Como um filhote de hiena, eles podem destruir seu próprio irmão, podem se lambuzar na carniça deste mundo e achar que está tudo muito bem, muito certo. Essas pessoas precisam fazer a oração do hino: “Abre Senhor, os olhos meus ao resplendor da tua luz, dá-me o poder de me libertar e de servir e amar Jesus” (Hinário Adventista, n. 401).