Meditação diária de 12/09/2017 por Flávio Reti

12 de setembro de 2017

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12 de setembro

Dia da recreação

Lucas 7:32    “São semelhantes a meninos que, sentados na praça, gritam uns para os outros: Nós vos tocamos flauta e não dançastes; entoamos lamentações e não chorastes”

Quando se fala em recreação o leque se abre e a gente nem sabe dizer o que é mais recreação, se uma ou outra. E recreação não é só para a criança de apartamento e homens de escritório. Esportes, pesca, música, brinquedo no parque, trilha na fazenda, ciclismo, montanhismo, natação, parque aquático e por aí vai. Nem só de trabalho vive o homem, um pouco de recreação faz bem não só para as crianças, para os adultos também.

As escolas abrem suas quadras, as universidades abrem seu campus, as igrejas abrem seus pátios, os clubes abrem tudo para que todos tenham um pouco de recreação. É um anseio normal e humano querer se recrear e dizem que é como “recarregar as baterias” para uma nova etapa.

Há aqueles que vão tão fundo na recreação que chegam a radicalizar. São os que morrem tentando subir o Everest, são os que se afogam tentando travessias quase impossíveis, são os que despencam fazendo alpinismo, rapel, são os que se acidentam caindo de cavalos. O perigo está até no parquinho infantil, no inocente balanço ou na pobre gangorra. Lembro-me de que no fundo da minha vila passava um rio de porte médio. Na sua margem havia uma chácara grande, com muitas árvores frutíferas e muitas bananeiras. Nós entrávamos furtivamente lá, cortávamos as bananeiras e usávamos os troncos para fazer uma jangada rudimentar. Era só atravessar uma estaca em três pedaços de tronco e jogar na água, pular em cima e descer rio abaixo fazendo a maior festa. Era nossa recreação, ora, nosso lazer.

Depois que os discípulos voltaram de uma viagem de trabalho, “eles se reuniram com Jesus e contaram tudo que tinham feito e ensinado”. Jesus os convidou para sair um pouco de cena dizendo “vinde-vos à parte, para um lugar deserto e descansai um pouco. Porque eram muitos os que iam e vinham e não tinham tempo nem para comer” (Mar.6:30, 31). Jesus encontrava recreação entre as cenas da natureza, durante as festas judaicas, nas horas que passava no jardim das Oliveiras ou no Horto do Getsêmani. Ellen White aconselha recreação aos jovens estudantes. “Para que as crianças e os jovens tenham saúde, alegria, vivacidade e bem desenvolvidos músculos e cérebro, convém que estejam muito ao ar livre e tenham bem regulada ocupação e recreação. As crianças e os jovens mantidos na escola e presos aos livros não podem possuir sã constituição física. O exercício do cérebro no estudo, sem correspondente exercício físico, tem a tendência de atrair o sangue à cabeça, ficando desequilibrada a circulação sanguínea através do organismo” (Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, p.83). Ela também tem um conselho para todos com respeito à recreação, “Há maneiras de recrear-se que são benéficas para a mente e o corpo. Um espírito iluminado e esclarecido achará, em fontes inocentes e instrutivas meios abundantes de entretenimento e distração. A recreação ao ar livre e a contemplação das obras de Deus na Natureza serão do mais alto benefício” (Testimonies, vol. 4, págs. 648-653).

A recreação é necessária aos que se acham ocupados em esforço físico e, mais ainda, essencial àqueles cujo trabalho é especialmente mental. Não é essencial à nossa salvação, nem para a glória de Deus, manter o espírito em contínuo e excessivo trabalho, mesmo sobre temas religiosos. Há distrações, como a dança, o jogo de cartas, xadrez, etc., que não podemos aprovar, porquanto o Céu as condena. Essas diversões abrem a porta a grandes males. Não são benéficas em sua tendência, antes exercem efeito sedutor, produzindo em alguns espíritos uma paixão por aquelas diversões que conduzem ao jogo e à dissipação. Todos esses divertimentos merecem ser condenados pelos cristãos, devendo o seu lugar ser substituído por qualquer coisa que seja perfeitamente inofensiva. O cristão também tem espaço para recreação, como qualquer pessoa, é uma questão de saber distinguir o que ajuda e o que prejudica.

Quanto ao mais, “Alegrai-vos no SENHOR e regozijai-vos, ó justos; exultai, vós todos que sois retos de coração” (Sal.32:11).