Meditação diária de 13/09/2017 por Flávio Reti

13 de setembro de 2017

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13 de setembro

Dia da cachaça

I Tessalonicenses 5:7   “Ora, os que dormem, dormem de noite, e os que se embriagam, é de noite que se embriagam”

É fácil desconfiar quem criou esse dia da cachaça, não? É recente, é do ano 2009, numa feira de Belo Horizonte, lembra quem era o presidente? Bem…  Há muita curiosidade sobre essa bebida genuinamente brasileira. O Guinness Book registra que o maior tonel de cachaça do mundo, com capacidade para 374 mil litros, se encontra no município de Maranguape, Ceará. Conta-se que D. Pedro brindou a Independência não com vinho do Porto, de Portugal, mas com uma taça de cachaça. O vinho era importado de Portugal e para declarar rompimento com Portugal, D. Pedro incentivava o uso da cachaça brasileira. Portugal até que tentou, logo no começo do crescimento da produção de cana de açúcar no Brasil, substituir a cachaça pela bagaceira, uma aguardente feita com o bagaço da uva, uma bebida tipicamente europeia, mas não conseguiu e a cachaça ficou para sempre. Houve inclusive, no Rio de Janeiro, uma revolução conhecida na história como “a guerra da cachaça”. Segundo o dicionário Aurélio, ela recebe 138 nomes diferentes para dizer a mesma coisa, cachaça.

O conselho bíblico é bem claro contra o consumo de bebida alcoólica. “Não olheis para o vinho” (Prov.23:31).  “O vinho é escarnecedor, e a bebida forte, alvoroçadora; todo aquele que por eles é vencido não é sábio” (Prov.20:1). Na bíblia Almeida revista e atualizada aparecem 215 referências ao vinho.

Temos casos desastrosos, dentro da bíblia, pelo uso de álcool. O patriarca Noé se embriagou e se pôs nu dentro da sua tenda, seus filhos tiveram vergonha de se aproximar. Ló, sobrinho de Abraão, se embriagou tanto que cometeu incesto com suas duas filhas, dando origem a duas nações idólatras futuramente. Os filhos de Eli, levaram fogo estranho para dentro do santuário sob efeito de bebida alcoólica. O álcool entorpece os sentidos e tenho uma história verídica para comprovar. Conheci um dono de uma cerâmica, em Guaianás, interior de São Paulo, que era tremendamente ofensivo para todos os funcionários e inclusive desafiava a Deus com palavrões e dizia para ele descer que ele queria dar-lhe um bofetão. Lá um dia, de repente, ele morreu. O enterro seria num jazigo da família. O funcionário abriu a gaveta e esperou o féretro que se atrasou e chegou já ao escurecer. Não deu tempo de fechar adequadamente a gaveta e ele só passou uma massa por cima e deixou para outro dia. Nos dias seguintes, apareceu ali uma nuvem de moscas e urubus pousando em cima do mausoléu. Dois dias depois seria o dia dos mortos e a família viria visitar o cemitério, precisavam dar um jeito. O funcionário chamou um pedreiro que veio ver o serviço e não teve coragem de se aproximar e pôr a mão. Ele saiu e voltou com uma garrafa de cachaça, bebeu e dentro de pouco tempo ele entrou naquela nuvem de moscas, num mal cheiro insuportável, para rebocar corretamente a entrada da gaveta. O álcool faz isso, entorpece os sentidos. Muito cuidado deve ser tomado com nossas crianças porque até nos doces, nos bombons e nos confeitos o álcool está presente. “O interesse da bebida é um poder no mundo. Ele tem de seu lado as forças conjugadas do dinheiro, do hábito e do apetite. Seu poder se faz sentir na própria igreja. Homens cujo dinheiro foi ganho, direta ou indiretamente, no tráfico das bebidas alcoólicas, são membros de igrejas, de boa reputação. Muitos deles dão liberalmente para as obras populares de caridade. Suas contribuições ajudam a manter os empreendimentos da igreja e a sustentar seus pastores. Impõem a consideração dispensada ao poder do dinheiro. As igrejas que aceitam tais membros estão virtualmente apoiando o comércio de bebidas. Com demasiada frequência o pastor não tem a coragem de ficar ao lado do direito. Ele não declara ao povo o que Deus disse a respeito da obra do vendedor de bebidas. Falar claramente seria ofender a congregação, sacrificar a popularidade, perder o salário” (Ciência do Bom Viver, p.340).

Temos todos a obrigação de nos apresentar diante de Deus limpos de corpo e alma, puros, saudáveis. A falta de cuidado pela maquinaria viva é um insulto ao criador.

Se realmente queremos grandeza de alma, liberdade de pensamento, capacidade mental aguçada, fiquemos longe do álcool e mais próximos de Deus.