Meditação diária de 14/03/2018 por Flávio Reti

14 de março de 2018

14 de março
O Iaque (Bos grunniens)

Mateus 6:33   “Mas buscai primeiro o seu reino e a sua justiça e todas essas coisas vos serão acrescentadas”

O iaque pertence à família do boi, do búfalo, do bisão, mas ele é maior e muito peludo com os ombros mais largos. É um boi peludo que vive principalmente na China, especificamente, no Tibete. Os tibetanos criam o Iaque há séculos para usá-los no trabalho, como fazem os brasileiros com o nosso boi, e também como fonte de alimento. Pelo fato de viverem nas montanhas do Tibete, lugares frios, eles desenvolveram a pelagem longa que os ajuda a manter o corpo aquecido. E como ele precisa de muita água, é comum vê-lo comendo neve no inverno. Existem também os Iaques selvagens, mas são raros, mas os machos selvagens podem pesar até 1.000 quilos. Os iaques domésticos são menores do que os iaques selvagens e podem ter várias cores de pelagem: branco, preto, castanho, até ruivo. Deles se aproveita a carne e o leite, além de puxar cargas e o pelo é usado para fabricar tecidos e cordas. A pele os tibetanos usam para fazer chapéus, casacos e cobertores. A população mais pobre usa o esterco seco de Iaques para aquecimento dentro dos casebres. Os iaques, além de ser a fonte de subsistência do povo tibetano é também a fonte das oferendas da religião budista no Tibete, porque a manteiga queimada é usada em lugar do incenso noutros países budistas. A maneira em que o iaque vinha sendo criado, está agora ameaçada, porque no momento o Tibete está sob intervenção da China que está planejando aumentar a criação de iaques, no Tibete, para exportar sua carne para a população chinesa. Isso contraria muito a população tibetana que não está acostumada a ver seu animal de subsistência ser sacrificado em massa para alimentar estrangeiros e, além do mais, invasores de seu território.

A preocupação do povo tibetano é com a quebra da sua tradição cedendo espaço para o comércio internacional com seu animal de estimação há séculos. Eles estão tão apegados ao animal que se veem amarrotados ter que criá-lo para abate em massa. Aqui está um grande problema, o apego às tradições. No tempo de Jesus, os judeus também estavam muito apegados às suas tradições que dificultava a aceitação de Jesus como o Messias prometido. Ter a mente aberta para mudança não é muito fácil, menos ainda em termos de religião, especialmente quando a religião vem de tradição familiar. Mas o reino dos céus está batendo às portas e todos terão que se decidir por ele, embora tenha que quebrar alguma tradição de família. Não é fácil, mas é possível e necessário se decidir pelo reino de Cristo.