Meditação diária de 15/04/2018 por Flávio Reti

15 de Abril de 2018

15 de abril

A Ostra (Crassostrea rhizophorae)

Apocalipse 2:10   “Não temas o que hás de padecer. Eis que o diabo está para lançar alguns de vós na prisão, para que sejais provados… sê fiel até a morte e dar-te-ei a coroa da vida”

Existem nos mares um grande número de ostras diferentes entre si, mas todas pertencem à mesma família dos moluscos. São animais que têm o corpo mole, preso a uma dupla concha calcária onde vive e se abriga de predadores. Sua alimentação se dá filtrando o plâncton da água através de brânquias. Elas possuem uma forma curiosa para se defender de invasores da sua concha. Seja um grão de areia, um parasita ou qualquer outro corpo estranho, ela o envolve com um líquido denominado madrepérola que se cristaliza sobre o invasor e depois de alguns anos aquele corpo estranho envolvido se transforma numa pérola. O formato da pérola depende da forma do invasor e a sua cor depende da saúde da ostra. A criação de ostras em cativeiro, para alimentação humana e para cultivo de pérolas, é um negócio muito lucrativo e existem até empresas especializadas no ramo da criação de ostras. Nisso a China se destaca com 80% da produção de ostras no mundo, seguida pela Coreia e o Japão. Mas o mercado maior consumidor ainda é a França. Como todos os moluscos (polvo, mexilhão, lula) as ostras são usadas como alimento além de servir de incubação para fabricação de pérolas. A casca, a concha em si, é usada para produzir suplementos alimentares à base de cálcio e também adubos para lavouras. Da ostra também nada se perde, tudo se aproveita.

Como se vê, um animal desprezível dos mares veio a ser uma grande fonte de alimento e de renda para pessoas e indústrias especializadas. E nada da ostra se perde, tudo se aproveita. A lição que a ostra nos ensina está na dor que ela deve suportar enquanto tem introduzido propositalmente no seu corpo um grão de areia, algo que vai doer, machucar, causar sofrimento até que um dia ela mesma irá morrer para a retirada da pérola preciosa gestada nas suas entranhas. Uma lição para os cristãos: Suportar as agruras da vida até o dia em que morreremos ou seremos transformados pela ação direta de nosso Deus na vinda de Jesus. Uma concha perdida nas águas dos mares desta vida nos ensina uma grande lição de cristianismo. Ao que vencer, disse Jesus, dar-lhe-ei que se assente comigo no meu trono, no reino dos céus.