Meditação diária de 24/12/2017 por Flávio Reti

24 de dezembro de 2017

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24 de Dezembro
Dia do perdão

Salmos 130:4   “Mas contigo está o perdão para que sejas temido”

Já foi perdoado alguma vez de alguma coisa? Já perdoou a alguém alguma coisa? Então você já sabe o que é perdão. Perdão é uma atitude que tomamos na mente de interromper aquele sentimento de mágoa, de raiva, de ressentimento contra outra pessoa por causa de alguma ofensa, algum mal-entendido, algum erro e parar com a exigência de castigar ou de ressarcir, de vingar. O perdão pode ocorrer de você para a outra pessoa ou da outra pessoa para você, é uma atitude de duas mãos. E perdão não é dado visando alguma compensação e pode acontecer até sem o conhecimento da pessoa. Você pode perdoar alguém que o ofendeu há muito tempo e nem está por perto, faz tempo que vocês não se veem, mas podem se perdoar. Quando a pessoa tem a consciência de que ofendeu, prejudicou, ela pode pedir formalmente perdão e se prontificar para restituir o dano. Importa que se esqueça completamente e absolutamente as ofensas de ambos os lados e isso vem do coração e não fere o orgulho de nenhum dos lados. Perdoar também não pressupõe condição e nem é motivado pelo orgulho ou por ostentação. O perdão de verdade é reconhecido pelos atos e não por palavras.

No dia de ação de graças, comemorado nos Estados Unidos, costuma-se realizar uma cerimônia chamada “cerimônia do peru” na casa branca, onde o presidente perdoa 2 perus evitando assim que eles sejam sacrificados e servidos como iguaria nalguma mesa naquele dia. Mas estamos falando de perdoar uns aos outros, não perdoar peru, algo que não faz sentido. Pessoas que se perdoam podem reatar o relacionamento às vezes partido por alguma razão até tola, ou pode ser uma coisa grave, mas uma vez perdoada tudo volta ao normal entre as partes. O pastor António Braga, o Braguinha, costumava dizer no seu sermão que “não perdoar é como tomar veneno esperando que o outro morra”. Não perdoar faz mal não para a outra pessoa, mas para quem não perdoa e conserva a mágoa, o ódio no coração. Quando Jesus ensinou os discípulos orarem, ele disse a frase conhecida nossa: “perdoa-nos assim como nós perdoamos aos que nos ofendem” (Mat.6:12). Esse assim como faz toda a diferença, é na medida que, na proporção que perdoamos. E na continuação Jesus disse mais “se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso pai perdoará as vossas ofensas” (Mat.6:15).

Diz o apóstolo: “Confessai as vossas culpas uns aos outros e orai uns pelos outros, para que sareis” (Tia. 5:16). Confessai vossos pecados a Deus, que é o único que os pode perdoar e vossas faltas uns aos outros. Se ofendestes a vosso amigo ou vizinho, deveis reconhecer vossa culpa e é seu dever perdoar-vos plenamente. Deveis buscar então o perdão de Deus, porque o irmão a quem feristes é propriedade de Deus e, ofendendo-o, pecastes contra seu Criador e Redentor. O caso será levado perante o único Mediador verdadeiro, nosso grande Sumo Sacerdote, que “como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado”, e que Se compadece “das nossas fraquezas” (Heb. 4:15), sendo apto para purificar-nos de toda mancha de iniquidade. Os que não humilharam ainda a alma perante Deus, reconhecendo sua culpa, não cumpriram ainda a primeira condição de aceitabilidade. Se não experimentamos ainda aquele arrependimento do qual não há arrepender-se e não confessamos os nossos pecados, com verdadeira humilhação de alma e contrição de espírito, aborrecendo nossa iniquidade, nunca procuramos verdadeiramente o perdão dos pecados e, se nunca buscamos a paz de Deus, nunca a encontramos” (Caminho a Cristo, p.37).

Mahatma Gandhi, o grande ativista da Independência da Índia que era governada pelos Ingleses, disse depois de preso e açoitado: “O fraco jamais perdoa: o perdão é característica do forte”. Atribui-se à esposa de Billy Graham a frase: “Um casamento bem sucedido é o resultado da união de dois grandes perdoadores.” Sem perdão não há relação conjugal de êxito, pois vem sempre o momento em que, mesmo involuntariamente, nos magoamos um ao outro”. O perdão é o óleo dos relacionamentos: reduz o atrito e faz com que as pessoas se aproximem umas das outras. Uma pessoa com ressentimentos é incapaz de desenvolver relacionamentos profundos e verdadeiros. Lembrar sempre que o perdão é um atributo divino e já disse Francisco de Assis “é perdoando que se é perdoado”.