Meditação diária de 25/12/2017 por Flávio Reti

25 de dezembro de 2017

natal

25 de Dezembro
Dia de natal

Lucas 2:11   “É que vos nasceu hoje, na cidade de Davi, o salvador que é Cristo, o Senhor”

Era costume, na comunidade onde nasci, as crianças colocarem os sapatos em cima da taipa do fogão à lenha, na véspera do Natal, esperando que na noite do natal, propriamente, Papai Noel trouxesse um presente para as crianças que foram boazinhas durante o ano. Eu adorava aquela doce ilusão do Papai Noel e no dia seguinte mal começava o sol entrar pelas frestas eu pulava da cama e corria ver o que o papai Noel havia deixado para mim. Meu “papai Noel” era pobre e às vezes deixava lá um carrinho pequeninho de plástico muito ordinário, mas era minha alegria por muitos dias. Para nós, Natal era dia de ganhar presentes e só isso. Se tinha algum outro significado, nunca falaram pra nós. O dia de natal tem uma origem pagã, não é a data de nascimento de Cristo. 25 de dezembro coincide, no hemisfério norte, com o solstício de inverno, o dia que tem a menor duração. Em Roma, nessa época, três deuses pagãos eram cultuados: Saturno, Apolo e Mitra. O Imperador Aureliano criou para este último, Mitra, um dia de celebração, o Natalis Solis Invicti (nascimento do sol invencível) exatamente no dia 25 de dezembro do ano 273 depois de Cristo, uma comemoração associada à origem mitológica desse deus. Era uma época em que os cristãos estavam penetrando grandemente nos domínios do Império romano e a população de Roma começa a se converter em grande número ao cristianismo e esse culto do “nascimento do sol invencível” começou a ser associado ao nascimento de Cristo. Assim, a data de 25 de dezembro passou a ter um segundo significado popular e com a conversão do Imperador Constantino lá no ano 312 depois de Cristo, essa associação se solidificou e se universalizou ainda mais. Hoje temos aí o dia de natal, comemorando o nascimento de Cristo que nada tem de verdade e de quebra tem uma origem pagã. Com o tempo, a igreja romana introduziu o presépio, depois a árvore de natal, os presentes e a ceia farta, tudo emprestado do paganismo. Por fim a introdução do Papai Noel tirado de uma lenda dos povos bárbaros no Norte da Europa, de um homem velho chamado de “velho do inverno” que no final do ano, época do frio intenso, batia nas portas das casas pedindo abrigo e comida. A lenda dizia que quem o atendesse dando-lhe o que pedia, poderia, no próximo ano, desfrutar de um inverno menos rigoroso, mais ameno. Com o tempo o velho do inverno passou a ser associado com um bispo de nome Nicolau, da região da Turquia, que costumava, no mês de dezembro, presentear as crianças da sua região. Essa prática acabou criando a imagem do bom velhinho que hoje já está bem dissociada do São Nicolau e passou a ser figura de propaganda de lojas de doces e brinquedos e praticamente de tudo. Virou festa a partir do século XIX!

Veja, no texto do parágrafo seguinte, o pensamento de Ellen White com respeito ao natal: Lembremo-nos de que o natal é celebrado em comemoração do nascimento do Redentor do mundo. Este dia é geralmente gasto em festas e glutonaria. Grandes somas de dinheiro são gastas em desnecessárias condescendências pessoais. O apetite e os prazeres sensuais são satisfeitos a expensas da força física, mental e moral. Todavia, isto se tornou um hábito. O orgulho, a moda e a satisfação do paladar têm tragado imensas quantias que a ninguém, em verdade, beneficiaram, mas animaram uma prodigalidade de meios desagradáveis a Deus. Esses dias são passados mais em glorificar ao próprio eu do que ao Senhor. A saúde tem sido sacrificada, o dinheiro, pior do que se fosse jogado fora e muitos têm perdido a vida mediante o excesso de comidas ou a desmoralizadora dissipação e almas se têm assim perdido” (Mensagens aos Jovens, p.311).

O dia 25 de dezembro é supostamente o dia do nascimento de Jesus Cristo, e sua observância tem-se tornado costumeira e popular. Entretanto não há certeza de que se esteja guardando o verdadeiro dia do nascimento de nosso Salvador. A História não nos dá certeza absoluta disto. A Bíblia não nos informa a data precisa. Se o Senhor tivesse considerado este conhecimento essencial para a nossa salvação, Ele teria se pronunciado através de Seus profetas e dos apóstolos, para que pudéssemos saber tudo a respeito do assunto. Mas o silêncio das Escrituras sobre este ponto dá-nos a evidência de que ele nos foi ocultado por razões mais sábias. Podemos festejar, assim como podemos festejar em qualquer outro dia, mas nada a ver com o nascimento de Cristo. Devemos ser cristãos conscientes, sabedores dos porquês das coisas e não seguir com a multidão, porque a voz do povo NÃO é a voz de Deus.