Meditação diária de 26/12/2017 por Flávio Reti

26 de dezembro de 2017

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26 de Dezembro
Dia da lembrança

Eclesiastes 12:1   “Lembra-te, também, do teu criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias e cheguem os anos em que dirás: Não tenho prazer neles…”

O dia 26 de dezembro é, supostamente, o dia de lembranças dos momentos bons que passamos durante o ano que está terminando e de esquecer dos momentos ruins pelos quais passamos. São muitas e variadas as recordações: uma festa, um almoço, o noivado, o dia do casamento, um passeio nalgum lugar encantador, um encontro de bate-papo com os amigos e outros inúmeros acontecimentos com pessoas especiais na nossa vida. E dia também de esquecer aquela doença, aquele tombo, aquela discussão, aquele erro, aquele dia.

Eu não preciso de um dia 26 de dezembro para me lembrar de muitas coisas: o dia em que decidi vir para o IASP estudar, o dia que comprei meu primeiro carro, um fusca 66 bordô, o dia do meu casamento estão todos fresquinhos na minha memória. Pior que também não esqueço o dia que caí e quebrei o braço com 7 anos de idade, o falecimento da minha mãe quando eu tinha 15 anos, o dia em que fui operado de uma úlcera no duodeno e outros dias sinistros.

Em muitos lugares no mundo há aquele 1 minuto de silêncio em lembrança dos soldados mortos na II guerra mundial, um minuto de silêncio no campo de futebol para lembrar um ex-jogador, 1 minuto de silêncio em homenagem às vítimas do holocausto nazista, 1 minuto de silêncio pelas vítimas do furação sei lá qual. Verdade é que nossa memória é capaz de lembrar de coisas boas e más, indistintamente. Estou me lembrando de uma brincadeira de criança e jovens em que formávamos uma roda e cada um falava na sua vez: Estou me lembrando de uma fruta que começa com a letra “M”. E daí vinham as tentativas de adivinhação: melancia? Não. Melão? Não. Morango? Acertou! E aquele que acertava era o próximo a imaginar a fruta e dizer “que estava pensando numa fruta que começa com a letra…” e assim a brincadeira fechava o círculo. Dizem que lembranças são lembranças, nada mais que lembranças, mas há coisas que jamais podemos nos esquecer. Esqueça de pagar o cartão de crédito no dia do vencimento e você vai ver na próxima fatura o preço do seu esquecimento, esqueça o aniversário da esposa ou do esposo e já sabe do resto. Eu gosto de pensar nas marcas da crucifixão nos pés e nas mãos de Jesus que ele levará para toda a eternidade como lembrança de que esteve entre os homens e foi morto numa rude cruz para poder ser nosso salvador. Ele levará também o sinal na sua fronte ferida e em seu lado que foi furado pela espada assassina de um soldado insolente. Serão 4 sinais que ele levará como os únicos vestígios da obra cruel que o pecado efetuou. Comentando que cada ato de amor, cada palavra de bondade, cada oração feita em benefício do sofredor e oprimido está anotado perante o eterno trono e lançados nos livros de registro celestial, Ellen White diz o seguinte: “Faria bem… lembrar o registro que é mantido no alto – o livro no qual não há omissões, nem erro, e pelo qual serão julgados. Ali cada oportunidade negligenciada para o serviço de Deus é registrada e ali, igualmente, cada ato de fé e amor é mantido em eterna lembrança” (Profetas e Reis, pág. 639). Há vários momentos em que a bíblia, a palavra de Deus, nos manda lembrar: Lembra-te do dia de Sábado (Êx.20:8), Lembrai-vos na mulher de Ló (Luc.17:32), Lembra-te do teu criador (Ecl.12:1), Lembra-te de que fostes escravos (Deut.5:15), Lembrai dos vossos guias (Heb.13:7), Lembra-te de onde caíste e arrepende-te (apc.2:5). Não nos faltam motivos para lembrar de alguma coisa relacionada com nosso Deus. Parafraseando as palavras de Davi, quando disse “Escondi a tua palavra no meu coração para não pecar contra ti” (Sal.119:11), podemos dizer: “Escondi a tua palavra no meu coração para nunca me esquecer de ti”, ou podemos dizer “escondi a tua palavra no meu coração para me lembrar sempre de ti”

Temos aquela colocação de Isaías dizendo que “ainda que uma mãe se esquecesse de seu filho, Deus jamais se esquecerá de nós” (Is.49:15). Então, por que vamos nós nos esquecer de Deus?