Meditação diária de 27/11/2017 por Flávio Reti

27 de novembro de 2017

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27 de novembro
Dia da descoberta de Tutankamom

Êxodo 3:10   “Agora, pois, vem e eu te enviarei a Faraó, para que tires do Egito o meu povo, os filhos de Israel”

Que Tutancamom existiu não há dúvida, conforme um bloco de pedra calcária encontrado em Hermópolis, onde ele é descrito como filho do rei, do seu corpo, com a inscrição deste relato. Era um rei jovem, que se casou aos oito anos de idade, assumiu o trono aos nome anos e morreu com dezenove anos e não tinha herdeiros. Deve ter vivido lá pelos anos 1325 antes de Cristo. Os especialistas Egiptólogos especulam que ele deve ter morrido com alguma doença hereditária na família real ou com malária. Por ter falecido ainda muito jovem, seu túmulo não foi construído muito suntuoso como era para os demais Faraós e, ainda assim, é o que mais chama a atenção porque foi uma raridade encontrar sua sepultura quase intacta. Ela foi achada e aberta em 1922 e dentro foram encontrados ouro, tecido, mobília, ânforas com vinho tinto, armas e alguns textos sagrados que contavam histórias do Egito antigo, 3.400 anos no passado, além de sua múmia. Nenhuma outra curiosidade além de sua múmia, porque todos os faraós viravam múmias após a morte. O que sempre ouvimos é que Moisés, o líder chamado por Deus para tirar Israel do Egito havia sido criado pela filha de um dos Faraós e tinha por certo que ele se tornaria um dos próximos Faraós, possivelmente no futuro, mais uma múmia. Mas a bíblia é clara ao dizer que Moisés se recusou ser chamado filho da filha de Faraó e escolheu antes ser maltratado com o povo de Deus do que ter por algum tempo o gozo do pecado, tendo por maiores riquezas o opróbio de Cristo do que os tesouros do Egito, porque tinha em mente maiores recompensas (Heb.11:24-26). Bem, sabemos, pela bíblia, que Moisés morreu no deserto e foi enterrado, mas foi ressuscitado e junto com Elias, que foi transladado e levado numa carruagem de fogo para o céu, esteve com Cristo no Monte da Transfiguração (Mat.17:1-3). O certo é que Moisés hoje está no céu, porque escolheu servir ao Senhor, do contrário, se tivesse aceitado ser filho da filha de Faraó, hoje, talvez, ele seria mais uma múmia nalgum museu do Egito, ou da Inglaterra, quem sabe! O que desperta nossa atenção é o fato de Moisés ter sido criado dentro de um foco de idolatria, a corte Egípcia, e cercado em toda a vida pela adoração a ídolos, mesmo assim ele edificou a nação de Israel na rocha firme e a ensinou a fazer o culto ao verdadeiro Deus, Jeová. Falou com Deus várias vezes cara-a-cara (Num.12:8). “E nunca mais se levantou em Israel profeta como Moisés, a quem o Senhor conhecesse face-a-face, nem semelhante em todos os sinais e maravilhas que o Senhor o enviou para fazer na terra do Egito, a Faraó e a todos os seus servos e a toda sua terra e em tudo o que Moisés operou com mão forte e com grande espanto, aos olhos de todo o Israel” (Deut.34:10-12). Aí temos a escolha de um homem que entendeu o sentido da vida e soube tomar uma decisão que o colocou na posição de poder ser usado por Deus. Uma decisão que todos nós podemos tomar. Atente para o que Ellen White escreveu sobre Moisés: “Considerai a experiência de Moisés. A educação que recebera no Egito como neto do rei e futuro herdeiro do trono era esmerada. Nada se omitiu do que se imaginava poder fazê-lo um sábio, segundo a maneira pela qual os egípcios entendiam a sabedoria. Recebeu a mais elevada educação civil e militar. Sentia que estava perfeitamente preparado para a missão de libertar da escravidão a Israel. Mas Deus julgou doutra maneira. Sua providência destinou a Moisés quarenta anos de experiência no deserto como pastor de ovelhas. A educação que Moisés recebera no Egito foi-lhe de grande auxílio sob muitos pontos de vista, mas a preparação mais valiosa para o trabalho de sua vida foi a que recebeu quando empregado como pastor. Moisés tinha por natureza um espírito impetuoso. No Egito, como bem-sucedido chefe militar e favorito do rei e da nação, estava acostumado a receber louvor e adulação. Tinha atraído o povo para si. Esperava realizar por suas próprias forças a obra da libertação de Israel. Muito diferentes eram as lições que, como representante de Deus, devia receber. Conduzindo seus rebanhos pelas montanhas selvagens e pelos verdes pastos dos vales, aprendeu a fé, a mansidão, a paciência, humildade e abnegação. Aprendeu a cuidar dos fracos, tratar dos doentes, procurar os transviados, suportar os turbulentos, vigiar os cordeiros e alimentar os velhos e débeis” (Ciência do Bom Viver, p.475). A vida mudada de Moisés é um estímulo para que nós possamos mudar a nossa. Tem como mudar, basta ser submisso como foi Moisés no deserto, cuidando de ovelhas.