Meditação diária de 29/11/2017 por Flávio Reti

29 de novembro de 2017

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29 de novembro
Dia de solidariedade ao povo palestino

Mateus 5:9   “Bem aventurados os pacificadores porque eles serão chamados filhos de Deus”

No ano 70 depois de Cristo, depois de uma sedição do povo judeu, Jerusalém foi destruída e o povo de Israel foi espalhado pelo mundo todo. Esse incidente ficou conhecido no mundo como a grande diáspora. O estado de Israel deixou de existir. Com isso, os árabes que habitavam ao redor de Israel vieram e invadiram as terras que um dia pertenceu ao estado de Israel. Eram egípcios, sírios, libaneses, iraquianos, jordanianos que tomaram posse das terras. Ali se estabeleceram e começaram a nascer filhos na invasão e como eles não tinham uma pátria foram chamados de palestinos, por terem nascido na Palestina, mas não eram um país organizado para serem reconhecidos. O povo palestino é um povo apátrida. Nasceu no território ocupado, não em um país organizado e por isso eles não têm nacionalidade. Somente em 1948, quando um brasileiro dirigia a sessão da ONU que foi votado recriar o Estado de Israel. A partir daí começou no mundo um movimento conhecido como sionismo, significando uma volta a Sião e judeus que estavam esparramado por todos os países do mundo começaram o movimento de volta para Sião para reconstruir o Estado de Israel. Mas ao chegar ao seu antigo território encontraram os árabes lá assentados desde que ocuparam o território que havia ficado vazio. Foi exatamente aí que começou o conflito entre judeus e palestinos que se arrasta até hoje e ninguém cede para chegar a um acordo. Ambos reivindicam a área como sua terra. Quer dizer isso que a ONU criou um enorme problema que ela mesma não tem sido capaz de solucionar. Segundo a ONU, os palestinos têm direito a um pedaço do território para formar um país independente, mas os israelitas não aceitam dividir o estado com os palestinos e está criado o impasse. Hoje os palestinos são um povo, têm um governo próprio, mas não têm um território só seu, vivem num bolsão dentro do território de Israel. Eles ainda não viram seus direitos reconhecidos. Segundo a France Press, 112 países reconhecem a Palestina como um estado soberano, exceto Israel em cujo território eles se encontram. Por isso, foi criado um dia de solidariedade ao povo palestino, para que eles consigam seus direitos reconhecidos e tenham seu território próprio como Israel tem o dele. Ambos reivindicam Jerusalém como sua capital e nenhum dos dois lados quer ceder.

Parece que está faltando humildade de ambos os lados para se sentarem e conversar pacificamente para chegar a uma solução amigável. A paz anda longe dos dois lados e eles vivem sob constantes retaliações de ambos os lados. De nada adianta nossa solidariedade quando entre eles não há humildade suficiente para cada um reconhecer o direito do outro e firmar um concerto de paz entre si. Deus está fora das conversações entre os dois beligerantes. E a palavra de Deus é clara ao dizer que “ele conservará em paz aquele cuja mente está firme nele, porque confia nele” (Is.26:3). É muito fácil entender que quando a paz está fora, certamente a guerra está dentro dos corações e com isso se alastra pelos dois estados, palestino e israelita um ambiente de ódio. Jesus disse que “a minha paz vos dou, não vo-la dou como o mundo a dá” (Jo.14:27). A paz que o mundo, não só o estado Palestino, precisa é a paz de Cristo que “excede a todo entendimento” (Fil.4:7). Os homens não seguem os caminhos da paz porque não há temor de Deus diante deles (Rom.3:17,18). Está aí uma lição para aprendermos com o conflito entre judeus e palestinos: Se a paz de Deus não fizer parte da nossa vida, será em vão lutar, guerrear, em busca da paz. Ela vai estar cada vez mais distante de nós. A presença de Cristo na vida suaviza as emoções e abranda os ânimos e o resultado será a convivência pacífica entre irmãos, entre famílias, entre comunidades e entre estados, inclusive. Um costume bom que deveríamos adotar seria o hábito de orar pela paz, primeiramente dentro de nosso coração, e depois estender para os demais espaços da vida. Certo garotinho foi pela primeira vez à Escola Sabatina e ganhou da professora um cartãozinho onde estava escrito “Tem fé em Deus” ao lado de uma paisagem. O garoto não deixava o cartão por nada. À tarde sua família saiu para um passeio e como estava calor deixaram os vidros do carro abertos e uma rajada de vento levou o cartãozinho das mãos do menino. Ele não teve dúvida, saltou no pescoço do pai que dirigia o carro e gritou: Papai, pare, pare porque eu perdi minha fé em Deus. Se ainda temos fé em Deus, é hora de orar pedindo a paz, não só em solidariedade ao povo palestino, mas paz para nosso coração para vivermos em paz com todos. O ideal de Deus é a paz, como disseram os anjos: “paz na terra aos homens de boa vontade”.