Meditação diária de 30/11/2017 por Flávio Reti

30 de novembro de 2017

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30 de novembro
Dia do estatuto da terra

Salmos 119:8   “Observarei os teus estatutos, não me desampares totalmente”

Entendemos que estatuto da terra é um documento legal onde se acha descrito o uso disciplinado da terra, sua ocupação e as relações documentais no país. No Brasil o estatuto da terra foi uma das primeiras leis elaboradas pelo governo militar, de 1964, para frear a onda dos movimentos dos “sem terra” nas invasões de propriedades. Logo após assumir o poder, os militares acrescentaram a reforma agrária como prioridade de seu governo e criaram o ministério do planejamento nos moldes militarizado. De reforma agrária mesmo, até hoje pouco se fez, mas de incremento na agricultura isso é visível. Nossa agricultura tem recebido do governo um forte incentivo e vem se desenvolvendo muito a ponto de tornar o Brasil um dos maiores produtores e exportadores agrícolas. Já faz mais de cinco décadas desde que foi criado o estatuto da terra pelos militares e o Brasil chegou ao século XXI sem resolver o problema da ocupação da terra. Ainda temos sem-terra clamando nas passeatas a distribuição de terra.

Assim que os Israelitas entraram na posse de Canaã, orientados por Josué, havia necessidade de disciplinar o uso e a divisão da terra. “No plano de Deus para Israel, toda família deveria ter um lar na terra e terreno suficiente para plantações. Assim eram proporcionados tanto os meios como o incentivo para uma vida útil, industriosa e independente. E nenhuma medida humana já excedeu a esse plano. A pobreza e a miséria que hoje existem se devem, em grande parte, ao fato de o mundo ter se afastado dele. Ao estabelecer-se Israel em Canaã, a terra foi dividida entre todo o povo, sendo excetuados apenas os levitas, como ministros do santuário, nessa equitativa distribuição. As tribos eram contadas por famílias e a cada uma destas era concedida, segundo o seu número, uma herança proporcional. E embora uma pessoa pudesse, por algum tempo, dispor de sua possessão, não poderia vender permanentemente a herança de seus filhos. Quando habilitada a resgatar sua terra, estava em qualquer tempo na liberdade de o fazer. As dívidas eram perdoadas cada sete anos e no quinquagésimo, ou ano do jubileu, toda propriedade em terras, revertia a seu original possuidor” (Ciência do Bom Viver, p.184). Veja ainda a orientação direta de Deus: “A terra não se venderá em perpetuidade, porque a terra é Minha; pois vós sois estrangeiros e peregrinos comigo. Portanto, em toda a terra da vossa possessão dareis resgate à terra. Quando teu irmão empobrecer e vender alguma porção da sua possessão, então, virá o seu resgatador, seu parente, e resgatará o que vendeu seu irmão. E, se alguém achar o que basta para o seu resgate, tornará à sua possessão. Mas, se a sua mão não alcançar o que basta para restituí-la, então, a que for vendida ficará na mão do comprador até o Ano do Jubileu” (Lev. 25:23-28). Meio difícil de entender, mas em resumo a terra podia ser vendida em caso de emergência financeira, mas no quinquagésimo ano voltava para as mãos de seu dono original ou de seus herdeiros legais. “E santificareis o ano quinquagésimo e apregoareis liberdade na terra a todos os seus moradores; Ano de Jubileu vos será, e tornareis, cada um à sua possessão, e tornareis, cada um à sua família” (Lev. 25:10). Assim cada família era garantida em sua possessão, sendo proporcionada uma salvaguarda contra os extremos, quer da opulência, quer da miséria. Os estatutos que Deus estava oferecendo destinavam-se a promover a igualdade social. Note que quando Moisés deu ao povo os estatutos outorgados por Deus e depois executados por Josué, eles ainda estavam no deserto a caminho de Canaã e muitos dos filhos de Israel ainda eram crianças, estes mesmos que lá na frente iriam herdar a terra prometida, mas nunca foi plano de Deus que uns tivessem tanto e outros nada tivessem. Veja que Deus sempre manifestou preocupação com seus filhos, mas o homem se alienou de Deus e passou a viver sem regras, sem leis, como animais soltos num pasto e aí começaram aparecer os grandes latifúndios ao lado de grandes miseráveis. Aqui na terra, nunca “todos foram iguais perante a lei”.  Nossa esperança é um dia poder morar numa terra onde exista justiça social de fato e esta terra só existe no céu. É para lá que devemos ter a intenção de ir. Lá não precisaremos recorrer ao estatuto da terra, não precisamos reivindicar um lote para plantar porque toda a terra estará diante dos filhos de Deus para sempre e ainda poderemos alçar voos para os mundos distantes. Presumo que será algo inédito, eu e você plantando a terra sem qualquer aborrecimento e vivendo felizes para sempre. Só no céu mesmo!

O grande plano da redenção tem como resultado trazer de novo o mundo ao favor de Deus, de uma maneira completa. Tudo que se perdera pelo pecado é restaurado. Não somente o homem é redimido, mas também a Terra, a fim de ser a eterna habitação dos obedientes. Durante seis mil anos Satanás tem lutado para manter posse da Terra. Agora se cumpre o propósito original de Deus ao criá-la. “Os santos do Altíssimo receberão o reino e possuirão o reino para todo o sempre e de eternidade em eternidade” (Dan. 7:13).